Philip quase bateu o telefone na cara de Joseph. Ele mal acreditava no desabamento que lhe ocorrera, e como se não bastásse, ainda caem cacos de vidro nos seus olhos. Ele desceu à garagem, pegou uma garrafa de Whisky do seu pai, abriu e começou a beber. Ele fitou a pequena janela por quase uma hora. Nesse tempo, as palavras de Joseph repetiam na sua cabeça, de novo e de novo.
- Tá na mesa, Philip! - Sua mãe chama
- Já vou!
Philip fechou a garrafa e a colocou atrás do carro. Foi nessa hora que ele percebeu que havia bebido quase a metade da garrafa, o que o deixou levemente desorientado. Passou no banheiro para se recompôr, antes de sentar-se á mesa.
Ele mal trocou palavras com seus pais durante o jantar, tentou disfarçar ao máximo a sua decepção. Esta, aos poucos, se transformava numa inveja crescente de Joseph, cada vez que as palavras dele se repetiam. Philip se imaginava na feira estadual, em São Bernardo ou Santo André, e celebrando com mestres de faculdade. Ao perceber que tudo aquilo não iria lhe ocorrer, a não ser que houvésse uma súbita mudança nos fatos, ele sentia-se cada vez mais desconfortável sob sua pele.
No dia seguinte, Philip não conversou ninguém até chegar à sua sala. Apenas respondia a quem lhe cumprimentava, para não aparentar problemas.
(Continua...)
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
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