Johnny fixou a atenção na porta da escola. Viu o delegado e o diretor na porta. Houve um aperto de mãos e o delegado entrou na viatura, acompanhado por um outro policial. Johnny desceu de onde o carro estava, despediu-se de sua mãe e entrou na escola. O pátio não estava cheio, e Gabriel não estava.
- Johnny! - André o chama, colocando a mão sobre seu ombro.
Johnny leva um susto.
- O que?!! Ah, oi André!
- Nossa, cara, tá tudo bem?!
- Eu não diria...
Os dois foram até a sala, Johnny sempre olhava para os lados. André tentava alcamar o amigo.Ao final da aula, Johnny permaneceu na sala. André ficou ao lado dele. Podiam ver a sala vizinha ser rapidamente evacuada. Seguiram o grupo de longe. Este entrou num ônibus. Rumo à delegacia, pensaram os dois.
- Você viu a Laysa, hoje?! - André olha para o corredor.
- Não, verdade! Será que ela faltou hoje?!
- Sei lá, ela nunca falta!
Eles desceram as escadas, vendo se achavam a amiga. Johnny pegou o celular e a chamou pela discagem rápida. Laysa estava atrás da quadra, chorando. Eles evitaram correr para não chamar a atençao, mas seguiram depressa. Encontraram Laysa assoando o nariz e enchugando os olhos. Johnny põe a mão sobre a cabeça dela. Ela mostra o celular com uma mensagem recebida durante o intervalo.
- “Se eu tiver que falar com o delegado, você e seus amiguinhos não terão um dia fácil!” - Johnny lê o texto. Ele devolveu o celular para a Laysa e pôs a mão sobre o rosto. - Me fala que eles foram junto com a sala!
- Acho que foram.
- Anda, vamos sair daqui!
- Pra onde? - André hesita
- Sei lá, qualquer lugar! Pensa! Eles vão procurar a gente aqui quando saírem!
Os três arrumaram suas coisas para sair. Laysa parou no banheiro para se recompôr. Foram ao shopping, e entraram num McDonald's.
O ônibus voltava a ficar cheio, na frente da delegacia. O professor observou Rafael e Gabriel entrarem nele. Olhou para o delegado, que a chamara.
- Fica de olho neles!
Rafael e Gabriel sentaram-se nas poltronas 07 e 08. Rafael encara o colega.
- E agora?!
- A gente conversa na escola.
Assim que o ônibus saiu, ambos andaram juntos para a esquina.
- O que você falou?!
- Que era tudo implicância dele. Só porque uma vez a gente ficou de castigo ele resolveu por a culpra toda na gente, por qualquer coisinha. Acho que esse idiota não aprendeu a calar a boca. E você, falou o quê?
- Que a gente tinha pego suspensão, depois os serventes ficaram de olho na gente. Falei que eles tinham colado aquelas coisas no armário pra culpar a gente. Cara, a gente não devia ter feito aquilo...
- Foda-se, cara! Já foi!! Eu vou é cuidar desses caras, antes que a gente se ferre. Mas eu vou fazer uma coisa antes. Acho que o meu pai pode dar uma mãozinha.
Rafael entendeu de cara. Despediu-se do amigo e pegou um ônibus. Gabriel pegou o celular e fez um telefonema.
(Continua...)
sexta-feira, 3 de abril de 2009
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